Histórico

                                                                                                   08/09/2015     

        O Instituto Agronômico (IAC) foi fundado em Campinas em 27 de junho de 1887, como Imperial Estação Agronômica, durante a expansão da cafeicultura em São Paulo, ainda no período do Império, por D. Pedro II. No dia 05 de Julho de 1935, quase 50 anos depois da fundação da instituição, por ocasião da publicação do Decreto n° 7.312, foi criado o "Herbário Fanerogâmico e Criptogâmico do Instituto Agronômico", na então Seção de Botânica Econômica. O nosso Herbário, está registrado no Index Herbariorum, tendo a sigla "IAC", ou seja é o "Herbário IAC".  Foi o quarto herbário de plantas a ser criado no Estado de São Paulo, depois dos herbários do Instituto Florestal (SPSF - 1896), do Instituto de Botânica (SP - 1917) e da Universidade de São Paulo - USP (SPF - 1932).  É posterior, inclusive, ao Herbário Micológico (IACM - 1932), herbário de fungos, do próprio Instituto Agronômico.

        Com base nos dados atuais, referentes a 94,71% da coleção analisada, o Herbário IAC conta com briófitas (3 famílias, 3 gêneros e 3 espécies); samambaias e licófitas (32 famílias, 82 gêneros e 231 espécies); gimnospermas (9 famílias, 20 gêneros e 36 espécies) e angiospermas (240 famílias, 2.620 gêneros e 10.668 espécies).

        No momento, o acervo está dividido em Materiais-Tipo, Coleção Geral, Coleção de Cultivares, Plantas Medicinais, Flora das Estações Experimentais, Flora do Arboreto Monjolinho e Briófitas e Pteridófitas, mas está sendo reorganizado de acordo com sistemas filogenéticos lineares. Um diferencial do Herbário IAC é a sua Coleção de Cultivares, na qual há representantes dos diversos cultivos pesquisadas e melhoradas no IAC, ao longo do tempo, como café, arroz, feijão, milho, amendoim e plantas ornamentais, entre outras.  O acervo inclui, também, muitas plantas invasoras e plantas tóxicas, de várias famílias botânicas, nocivas ao bom desenvolvimento da agricultura e pecuária.

        Botânicos, muitos dos quais pesquisadores da Instituição, como G.A. Black (1926 amostras), Ahmés P. Viégas (1885), A. Ducke (1848), R.L. Froés (1833), Hermógenes F. Leitão Filho (1539), J. Murça Pires (1241), J. Santoro (969), D.M. Dedecca (617), Hermes M. Souza (611), Condorcet Aranha (448), Alcides Carvalho (370), L. Krieger (363), Helmut P. Krug (289), Glauco P. Viégas (256), Amaro Macedo (195), W.G. Houk, primeiro botânico e iniciador do acervo (78 amostras), tem coleções representativas depositadas no Herbário IAC.

       

        O acervo do herbário apresentou períodos de maior ou menor crescimento: entre 1942 e 1946, período da Segunda Guerra Mundial, houve uma diminuição sensível no crescimento da coleção. Entre 1956 e 1966 e entre 1974 e 1992, o crescimento da coleção foi menor do que em outros períodos. A partir de então, a coleção ganhou novo impulso, em decorrência dos projetos desenvolvidos pela equipe de taxonomistas.  Hoje em dia, o Herbário IAC é um herbário de médio porte, sendo o segundo maior do estado de São Paulo, ligado a instituição de pesquisa agrícola, e o sétimo maior no geral, possuindo em seu acervo 56.463   distintas exsicatas.  Ou seja, tem o tamanho aproximado dos herbários PAMG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais - EPAMIG) e PEUFR (Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE). Entre os herbários ligados a instituições de pesquisa agrícola, apenas os herbários ESA (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz/USP) e CEN (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária/EMBRAPA Recursos Genéticos e Biotecnologia) tem ordem de grandeza maior que o Herbário IAC.

 

       Além do Herbário IAC e do Herbário Micológico - IACM (Mycological Herbarium, Cx Postal 28, Campinas-SP. CEP 13012-970 - Curadora: Dra. Margarida Fumiko Ito), o Instituto Agronômico contava com a coleção entomológica, e ainda conta, nos dias de hoje, com algumas coleções vivas tais como BaGs (Bancos Ativos de Germoplasma) de alguns cultivos agrícolas brasileiros e coleções de Rhizobium e similares.